Carta Aberta à Sociedade

 A Igreja, solidária com os trabalhadores e trabalhadoras em educação, vem em público compartilhar a Carta Aberta à Sociedade do dia 23 de abril de 2015.

 

SINTE REGIONAL DE CRICIÚMA
SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO NA REDE PÚBLICA
DO ESTADO DE SANTA CATARINA
Criciúma, 23 de abril de 2015
Carta aberta à sociedade
Dos trabalhadores e trabalhadoras em educação
Caríssimos cidadãos e cidadãs,
Estamos em greve desde o dia 24/03, após longo período de tentativa de negociação com o governo que, diga-se de passagem, não aceitou nossa proposta e não cedeu em nenhuma de suas exigências.
Nossa luta é pela manutenção de direitos históricos, que garantam um mínimo de dignidade aos profissionais da educação, bem como, a qualidade de ensino, que constitui um direito inquestionável de todo cidadão e cidadã. A greve é o nosso último recurso para combater os ataques desse governo e impedir que ele destrua a educação pública nesse estado, posto que será impossível a um professor, adoecido pelo excesso de atividades e mal remunerado, zelar por uma boa educação.
Contudo, o governo faz uso da mídia para impor sua ideologia e colocar a opinião pública contra nós, propagando inverdades e dados distorcidos sobre a realidade educacional. E essa mesma mídia não cede espaço em igual medida (nem temos verbas para pagar) para desmentirmos essas informações e conscientizarmos a população da gravidade desse problema.
O tema da Campanha da Fraternidade deste ano lembra o compromisso da Igreja com a sociedade e, por essa razão, vimos pedir a todos a fraterna colaboração em nossa luta. Quem tem consciência de está sendo negado um direito a seus filhos e filhas, assume a responsabilidade nessa luta para preservá-lo e ampliá-lo. Um modo de nos apoiar é usar faixas amarelas nos carros, na roupa, em frente às casas, apartamentos e lojas comerciais para tornar visível a solidariedade à educação. Ou mesmo postar fotos com cartazes no face-book em apoio aos professores e professoras.
É interessante também que pais e estudantes conheçam mais de perto aqueles homens e mulheres que se dedicam a eles nas escolas, e ver suas reais dificuldades. E no espírito da Campanha da Fraternidade, “Eu vim para servir”, oferecer-lhes a ajuda necessária.
Por fim, é preciso lembrar que sacrifícios serão inevitáveis. Se quisermos salvar o momento presente, mantendo as aulas “normalmente”, estaremos sacrificando o futuro da educação. Doutra sorte, para construirmos um futuro que responda aos nossos anseios por uma educação que forme cidadãos autônomos, conscientes, solidários enfim, precisamos nos unir e exigir que o governo atenda aos apelos dos trabalhadores e trabalhadoras em educação. E para isso teremos que sacrificar alguns dias de aula – que na verdade serão repostos devidamente, como sempre.
Certos da compreensão e apoio de todos, antecipamos nossos agradecimentos.