Jovens de Içara representaram a Paróquia São Donato na JMJ Panamá 2019

Em comunhão com jovens de todo o mundo e com o Papa Francisco, 3 jovens de Içara representaram a Paróquia São Donato na 34ª Jornada Mundial da Juventude, que aconteceu de 22 a 27 de janeiro deste ano na Cidade do Panamá.

As jovens Julia Dagostim Viana, Mariá da Silva de Mello e Leidiane Candido Reus, uniram-se a peregrinos de todo o mundo para participar da JMJ neste mês de janeiro. Desde a chegada ao Panamá elas compartilharam o que seria uma experiência única de vida e de fé. A gratidão por ter tido a oportunidade de participar desse evento especial são somadas as experiências que serão lembradas por toda a vida, como relatada Júlia. "Como disse o nosso Papa Francisco, durante a Jornada, 'Color e Calor'! Os panamenhos nos receberam de braços abertos e muito entusiasmados. Foram dias de experiências únicas, cheias de aprendizados, lições e ensinamentos que só mesmo vivendo para entender. Sinto-me grata a Deus por Ele ter me proporcionado esses momentos. Foi lindo ver o mundo inteiro unido em busca do mesmo propósito, de Deus. Aprendizados, lições, experiências, vivências e empatia... Depois da JMJ Panamá 2019 é impossível olhar a vida com os mesmos olhos", conta a jovem.

Sob o tema "Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra (Lc 1, 38)", jovens de todo o mundo foram convidados a, ao exemplo de Nossa Senhora, escutar o chamado de Deus, e encorajados a dizer sim a vontade do Senhor. Essa JMJ foi um chamado ao discernimento vocacional. "Refletimos também sobre as diferentes vocações e sua importância na vida em comunidade. Todos nós recebemos, do Espírito Santo, dons que devem ser colocados a serviço do bem comum. Somos chamados a testemunhar Jesus, levando seu amor incondicional a todos os povos. Papa Francisco também destaca que os jovens não são o futuro da Igreja, e sim o agora. Esse agora é estar disponível ao serviço do Reino e a construção de um mundo melhor; estar disponível ao outro que precisa de ajuda, sabendo acolher com o coração aberto. Escutar a vontade de Deus nem sempre é fácil, porém, a partir do momento em que nos deixamos conduzir pela vontade do Pai, a felicidade inunda nosso ser, compreendendo que o Senhor sempre quer nossa felicidade. Não tenhamos medo de dizer sim ao chamado, seja ele na vida religiosa ou matrimonial. Sejamos testemunha de Cristo em nossa sociedade, com nossas ações e, assim, conseguiremos levar Jesus ao mundo!", pontua Leidiane.

Durante a JMJ todos também foram convidados a refletir sobre a realidade de muitos jovens e irmãos que necessitam de nosso olhar e cuidados especiais. "Na sexta-feira, acompanhando a via sacra, na presença do Papa Francisco, somada a vivência com o povo panamenho e os demais peregrinos do mundo, refletimos sobre a via crucis que ainda acontece todos os dias, nos imigrantes e mulheres que sofrem, nos abortos, na discriminação, na desigualdade social, na rotulação de povos como portadores do mal social, na destruição da natureza e em todo sofrimento causado pelos pecados. O que fazemos para lutar contra isso? Quais nossas atitudes como cristãos? Com, Maria devemos aprender a estar no pé da cruz, atentos a Via Crucis de nossos dias, sempre junto a todos discípulos amados que querem operar o reino em seus corações", declara Mariá.

Voltando para casa as jovens carregam o desafio imposto ao fim da Jornada de trazer para as dioceses os aprendizados recebidos durante esses dias para que os resultados desta JMJ possam ser colhidos posteriormente. "Nessa JMJ, pensamos sobre o nosso futuro, a vivência de nossa vocação em favor da Igreja e do próximo. Refletindo, humildemente, as palavras do Papa, percebemos o quanto somos privilegiados com fortes raízes, feitas por oportunidades, educação, família e comunidade. Pensamos então, o que devemos fazer para sermos influencers, assim como Maria, que teve coragem de dizer sim a sua missão. Devemos começar procurando nosso lugar na igreja de hoje e ajudando os demais jovens a construírem também suas raízes, principalmente em um mundo tão conturbado pela cultura do abandono, que marginaliza jovens e os faz sentirem-se invisíveis. Essa JMJ nos levou a um crescimento individual, espiritual e vocacional, mas nos deixa na responsabilidade de, ao chegar em nossa diocese, também lutar pelos demais, pelos oprimidos, esquecidos e abandonados. Lutar com o coração, para que o resultado dessa experiência seja visto mais adiante", acrescenta Mariá.